Do ponto de vista da sistemática zoológica, chamam-se carnívoros os representantes da ordem Carnivora, que inclui o cão, gato, foca e outros. Porém, nem todos deste grupo são exclusivamente carnívoros, existindo animais herbívoros, insetívoros, onívoros e granívoros. Além dos mamíferos da ordem Carnivora, existem carnívoros de outros táxons, como, por exemplo, o falcão, o tubarão e o crocodilo.
-Caracteristicas:
Suas caracteristicas comuns são a presença de pés com quatro ou cinco dedos com garras, machos com báculo, dentes adapatados para cortar, com a presença de caninos fortes, cônicos e pontiagudos. São caracterizados por possuirem um aparador carniceiro (dentes pré-molar superior e primeiro molar inferior com cúspides em forma de lâminas) que facilita a mastigação.O número de gêneros e espécies segue Wozencraft in Wilson e Reeder (2005), totalizando: 126 gêneros e 286 espécies.
- ORDEM CARNIVORA Bowdich, 1821
- Subordem Feliformia Kretzoi, 1945
- Família †Stenoplesictidae Schlosser, 1923
- Família †Percrocutidae Werdelin e Solounias, 1991
- Família †Nimravidae Cope, 1880 (5–36 Ma)
- Família Nandiniidae Pocock, 1929 (1 gênero, 1 espécie)
- Superfamília Feloidea
- Família Prinonodontidae Pocock, 1923 (1 gênero, 2 espécies)
- Família †Barbourofelidae Schultz et al., 1970 (6–18 Ma)
- Família Felidae G. Fischer, 1817 (14 gêneros, 40 espécies)
- Infraordem Viverroidea
- Família Viverridae Gray, 1821 (15 gêneros, 35 espécies)
- Superfamília Herpestoidea
- Família Hyaenidae Gray, 1821 (3 gêneros, 4 espécies)
- Família Eupleridae Chenu, 1850 (7 gêneros, 8 espécies)
- Família Herpestidae Bonaparte, 1845 (14 gêneros, 33 espécies)
- Subordem Caniformia Kretzoi, 1945
- Família †Amphicyonidae Haeckel, 1886 (9–37 Ma)
- Família Canidae G. Fischer, 1817 (13 gêneros, 35 espécies)
- Infraordem Arctoidea Flower, 1869
- Superfamília Ursoidea Tedford, 1976
- Família †Hemicyonidae Frick, 1926 (2-22 Ma)
- Família Ursidae G. Fischer, 1817 (5 gêneros, 8 espécies)
- Superfamília Musteloidea
- Família Ailuridae Gray, 1843 (1 gênero, 1 espécie)
- Família Mephitidae Bonaparte, 1845 (4 gêneros, 12 espécies)
- Família Mustelidae G. Fischer, 1817 (22 gêneros, 59 espécies)
- Família Procyonidae Gray, 1825 (6 gêneros, 14 espécies)
- Superfamília Pinnipedia Illiger, 1811
- Família †Enaliarctidae Mitchell e Tedford, 1973 (23–20 Ma?)
- Família Odobenidae Allen, 1880 (1 gênero, 1 espécie)
- Família Otariidae Gray, 1825 (7 gêneros, 16 espécies)
- Família Phocidae Gray, 1821 (13 gêneros, 19 espécies)
Árvore filogenética
| Carnivora |
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Outras classificações
- Subordem Creodonta
- Superfamília Arctocyonoidea (Arctocyonidae)
- Superfamília Mesonychoidea (Mesonychidae)
- Superfamília Oxyaenoidea (Oxyaenidae e Hyaenodontidae)
- Subordem Fissipedia
- Superfamília Miacoidea (Miacidae)
- Superfamília Canoidea (Canidae, Ursidae, Procyonidae e Mustelidae)
- Superfamília Feloidea (Viverridae, Hyaenidae e Felidae)
- Subordem Pinnipedia (Semantoridae, Otariidae, Odobeniidae e Phocidae)
-Alimentação:
-Reprodução:
Existe fecundação externa como em algumas espécies de peixes carnívoros, interna nos mamíferos, répteis, aves e alguns peixes.Os mamíferos são os verdadeiros placentários, os outros podem ser ovíparos ou ovovivíparos, o primeiro caso a fêmea coloca o ovo e o embrião vai se desenvolver dentro deste ovo fora do corpo da fêmea ,como é o caso da galinha, já o segundo caso o ovo vai ficar dentro do corpo da fêmea e lá vais e desenvolver. E alguns peixes, répteis são vivíparos, o que significa que o embrião se desenvolve dentro do corpo da mãe recebendo nutrientes dela e tendo uma estrutura acoplada a ele por onde sai os excretas, mas muitos consideram esses animais como falsos placentários, sendo que somente os mamíferos possuem uma placenta verdadeira ligada ao cordão umbilical.
-Sistema Digestório:
Nos carnivoros o aparelho digestivo é simples pois as proteínas, lipidos e sais minerais que se encontram na carne não necessitam de digestão especializada. Apresentam trato gastrointestinal curto, com intestino delgado e grosso sem nenhuma câmara aparente.-Sistema Respiratório:
Possuem respiração exclusivamente pulmonar. O sstema respiratório deles é formado pelos pulmões e pelas vias respiratórias (fossas nasais, faringe, laringe, traquéia, e brônquios). Os movimentos de entrada do ar (inspiração) e saida (expiração) são controlados por um músculo que separa o tórax do abdômen: o diafragma.A maioria dos tubarões, quando parados, não conseguem bombear a água para as brânquias, de modo a respirarem. Necessitam, portanto, de forçar a entrada da água pela boca, para que passe pelas brânquias e saia pelas fendas branquiais. Por outro lado, a ausência de bexiga natatória, um órgão hidrostático existente noutros animais, dificulta a sua flutuação. Estas duas características são as responsáveis pela maioria dos tubarões nadar incessantemente, pois, se por algum motivo pararem, afundam e/ou morrem por asfixia. No entanto, algumas espécies conseguem permanecer paradas e deitadas no fundo do mar, inclusivamente dentro de grutas espaçosas.A caça por suas barbatanas, podem ocasionar sua morte, pois sem a barbatana os tubarões perdem a hidrodinâmica necessária e os faz afundar.
-Locomoção:
A locomoção da grande maioria dos animais carnívoros é através de suas patas (eles possuem patas fortes, capazes de correr a grande distancias, em grande velocidade). Os tubarões controlam a sua posição na água apenas com a locomoção e com o controle de densidade de seus corpos, através da quantidade de óleo em seu fígado. Eles ficam em constante nado porque se não seu corpo começa a pesar, e eles afundam ou morrem por asfixia.









